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domingo, 29 de junho de 2008

Sabe esses dias em que horas dizem nada?

Yeah, you bleed just to know you're alive... não, não sou fã do Goo Goo Dolls, só porque acabei de lembrar dessa música, e essa frase tem um efeito estranho (mas bom) em mim. É como Violet, da hole, ou Circo, da Penélope. Coisas aleatórias que me distraem, como muita coisa na vida. [Pausa. Aleatório, mas a frase 'como muita coisa na vida' me deu vontade de assistir Woody Allen, especificamente Anything Else (Igual a tudo na vida), que por sua vez me dá vontade de assitir Prozac Nation (Geração Prozac), por serem os dois com a Cristina Ricci. E ainda bem que o Adam Sandler ficou em segundo plano, porque eu chorei DEmais assistindo Click. Fim da pausa.]

Mas tá, passado o lapso musical-cinematográfico, vem o teatral: ontem à noite assisti Epifania, mais uma das provas públicas do pessoal da cênicas. Fascinei, por um simples motivo: era a encenação do prólogo de 'Assim Falou Zaratustra', de Friedrich Nietzsche. E uma frase ficou martelando na minha cabeça: "É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante". Isso remete à idéia do super-homem que Nietzsche apresenta, e essa idéia dele me lembra dois seres que eu amo: Cazuza e Caio Fernando Abreu. Se houve alguém com um caos dentro de si, eram esses dois. Nem sei direito como falar disso, acho que só conhecendo o trabalho deles pra entender. Eram caóticos por natureza, tanto que o caos não cabia dentro deles, e o resultado do 'extravasamento' é o que a gente pode ler e ouvir hoje - E isso me deixa completamente atordoada, o que imagino que seja mesmo a função dos super-homens.

Aliás, essa coisa de escrever o máximo que conseguir parece mesmo funcionar, mas claro que a facilidade é 'influenciada' pelo constante exercício da leitura [ui, falei igual à Profª. Gisela agora... cruzes]. E isso me dá uma vontade dooooida de uma casa no campo, com lareira, ou pelo menos um escritório-biblioteca tipo o da Virgínia Woolf (interpretada por Nicole Kidman) em The Hours (As Horas) pra eu me enfurnar lendo, escrevendo e tomando chá de hortelã ouvindo Leoni, não necessariamente nessa mesma ordem.

[Ai, nem eu tô me suportando metidinha a cultural como acordei hoje. Credo].
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Em tempo: hoje é dia 29. ['Só um outro dia, diferente dos outros, igual a um outro dia qualquer'... Pronto, agora deu saudade do Thedy!]

sábado, 28 de junho de 2008

A Queda, The O.C. e Tudo Mais

Pois é, outro dia eu disse que faria uma recomendação teatral, mas esqueci [de recomendar, não de assistir, claro]. Mas como ainda tem mais duas sessões hoje, fica a dica: A Queda, monólogo baseado no romance homônimo de Albert Camus, dirigido por Rosane Faraco e com Andrés Tissier. 19:30 e 21:00, Laboratório I do Centro de Artes da UDESC. Nas duas vezes que assisti ontem [sim, eu sou babona às vezes], foi ótimo! Aliás, coisa nada a ver com a prova pública, mas tenho que falar: QUE coisa fofa aquela menininha que assistiu a segunda sessão ontem, concentrada super. Fofa, fofa.

Agora, preciso declarar publicamente meu amor devoto à Warner. Ninguém mais pra me surpreender com The O.C. num sábado de manhã, enquanto eu aleatoriamente faço as unhas. Deve ser engraçado me ver assistindo: eu vou me encolhendo, me tensionando junto com a história, no fim do episódio eu pareço um tatu-bola. E pior: um tatu-bola debulhado em lágrimas. Aí, pra ajudar, vem papai fazendo piada. :humpf: Mas tá, eu choro mesmo, não quero nem saber. Aquilo dói em mim. Ainda mais vendo o Ben Mackenzie lindo do jeito que ficou ao longo da série, mais a dor de ver Seth e Summer, e lembrar do início... aff, aff, aff.

E a neurose me domina, agora no quesito exposição pessoal. Nada com o diário eletrônico público, mas com a vida em geral. Parece coisa de doido, de egocêntrica super, mas eu tenho mesmo me sentido muito mal quando falo algo pessoal pra alguém, não parece mais tão legal conversar sobre mim tão facilmente como eu sempre fiz. [Parabéns pra Ju, ela tem participação nisso]. Tô até com medo de isso virar mania de perseguição, mas enfim. Uma coisa de cada vez.

Lembram dos exames que eu temia, RDESII e ITTI? Pois fiquei em MTPE e LLPO. É, já funcionou melhor essa coisa de previsibilidade... Mas ah, terminei O Silêncio dos Amantes... bom, bom, bom, muito bom!!! Recomendadíssimo, mesmo. Não canso de ler essa mulher, e a cada livro percebo como agrego algo dela em mim. Agora vou partir pro Eu Sou o Mensageiro, do Markus Zusak [é, Sabino tá ficando de lado]. Deus me livre de esse cara me fazer chorar mais o mesmo tanto que me fez com A Menina que Roubava Livros... foi desumano, aquilo! Mas tudo bem, dá se um jeito. Esse acho que demoro mais, em virtude dos dois livros que tenho que ler pra prova de MTPE... ai, ai, ai. Quero nem ver o que vai ser isso.
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...O que eu quero nem sempre eu consigo
mas dê um sorriso quando me entender...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Pára o mundo que eu quero descer...

Pois então... Acabei de chegar em casa, e atinei de ouvir Engenheiros... O Simples de Coração, pra ser mais exata... “já perdemos muito tempo/Brincando de perfeição/Esquecemos o que somos/Simples de coração”. Pois é, Alemão... Agora estou eu aqui, me sentindo “na santa paz de deus, no mais perfeito caos”... Na verdade, até que tem sido parcialmente bons os tempos recentes, dias bonitos no horário comercial e a noite uma garoa gorda, aquela chuva que te convida a deitar mais cedo pra ler embaixo das cobertas; Ou escrever, debaixo da chuva mesmo, só pra não perder nada, nem uma vírgula, ainda que correndo o risco de algumas parcas gotas desbotarem o papel.

Mas uma reclamação eu tenho: aperto no peito antes das sete e meia da manhã não é coisa que se aconteça em final de semestre, quando o coração já anda ali pelo esôfago. E ainda tenho a audácia de achar que fui razoavelmente bem na prova que nem sei direito como consegui fazer. Mas que venham os exames finais! O quase cômico é que a piadinha sobre a disputa pelo papel de coadjuvante no meu inferno astral 2008, que ninguém levou a sério, tá se concretizando. Mas enfim, isso já é passado, aconteceu no longínquo dia de ontem.

[O menos ruim é que o processo de abrandamento das neuras ‘conjugais’ parece se encaminhar pra um final positivo e quase satisfatório... Porém idem inverso pras memórias que insistem em me acompanhar. Anyway, agora decidi: vou comprar um caderninho capa dura, que não vai mais sair da bolsa, e vou me esforçar pra transcrever o que me vier a cabeça, sem floreio, só pra registrar e aí, mais tarde, voltar no que escrevi pra ver o que dá pra aproveitar]

Agora, mudando discretamente de assunto... ontem comecei a ler [mais] dois livros: No fim dá certo, do Fernando Sabino, e O silêncio dos Amantes, da Lya Luft. O Sabino eu catei ‘aleatoriamente’ na BC depois do almoço, pra ter o que fazer no ponto de ônibus enquanto estivesse sozinha. Deveras bom, eu deveria ter seguido antes a sugestão da Nira; Mas aí, quando cheguei em casa a noite, meu olhinhos logo cintilaram quando viram o pacote em cima da mesa: SETE livros novinhos em folha [sem trocadilho]. Comecei pelo da dona Lya, sem lembrar do poder que essa mulher tem de me esmagar, me estraçalhar. Eu entrei num estado alfa de serenidade, chorando, tranqüila mas copiosamente. E, incrivelmente, dormi, e um sono só, até a hora de acordar.

Só que agora tenho mil coisas pra transcrever e comentar aqui, mas deixa primeiro eu digerir o que a mulher fala... É coisa demais pra absorver e, somando com a quantia de coisas que já habitam minha cabeça, eu vou surtar se não agendar direitinho não mais só as tarefas, mas quem sabe também até meus pensamentos. Aliás, meus pensamentos precisam ser não só agendados como também estritamente controlados, na coleira curta, porque do jeito que tá, não há quem durma com tanta luzinha piscando a noite toda lááá no fundo do meu cérebro cansado.

É Sinatra, blame it on our youth...
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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Bibliofilia mode : on

  • A Biblioteca Mágica De Bibbi Bokken;
  • Bibliomania Seguido Do Crime Do Livreiro Catalão;
  • O livreiro de Cabul;
  • Travessuras da menina má;
  • Eu Sou o Mensageiro;
  • O Silêncio dos Amantes;
  • As Memórias do Livro;
  • O último adeus de Sherlock Holmes;
  • O Príncipe;
  • O bibliófilo aprendiz;
  • O Sol Também se Levanta;
  • Quando Jesus se tornou Deus;
  • O Zahir;
  • Transformando suor em ouro;
  • As 100 Melhores Crônicas Brasileiras;
  • Três histórias de aventuras;
  • As filhas do falecido coronel e outras histórias;
  • A Herança;
  • Uma curiosa aventura e outros contos;
  • Zadig;
  • Contos de Charles Dickens;
  • O outono do patriarca;
  • Arquivo X - os calusari;
  • Arquivo X - A morte vem do espaço.

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E esses são só os que eu QUERO ler; Considerando-se todos que habitam minha estante no momento, dá uns 30, somando os meus, de amigos e de bibliotecas.

Agora é só jogar pro alto e apanhar um pra começar, repetindo o processo contínua e eternamente - ao menos até que a humanidade se canse da produção literária e resova eliminar o ICMS sobre CD's do Padre Marcelo.

Anjos existem

E são meus inimigos, e são amigos meus
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Senhores deuses, me protejam de tanta mágoa...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

24/7 non stop

Engraçado como, com o tempo, as mágoas se abrandam. Constatei isso hoje cedo, ao encontrar meu primeiro namorado que, por um bom tempo, odiei mortiferamente, mas hoje, quando me dei conta já estava cumprimentando o crápula. Claro que ele não deixou de ser o imbecil que foi um dia, mas a minha raiva serenou a ponto de não mais me incomodar e me permitir ser até simpática – e juro que perceber isso no mesmo período em que me conformo com o fato de vezenquando ser um monstro é coincidência.

Mas e o fim de semana? Montanha russa, como sempre, mil loops, mas falarei aqui só da parte boa, que a ruim é pessoal demais, com termos impróprios pro espaço, inclusive. Da sexta-feira, só lembro do trabalho alucinante, da chuva imprevisível, do FITA e um baita papo com a ex-chefinha sobre os projetos culturais da universidade. [cá entre nós: quero voltar a trabalhar com ela!].

Sábado... FITA na UFSC, FITA no CIC... [me lembrem de divagar a respeito de tanta sigla na vida de hoje em dia, se eu desenvolver agora essa idéia vai ficar meio sem nexo isso aqui...], com close no CIC: o tradicional passeio, primeira parada [instintiva e quase involuntariamente, pro meu quase desgosto] no MASC – a exposição sobre o centenário da imigração japonesa tá linda, assim como as gravuras em xilografia com a temática da mitologia grega. Tem também uma exposição bem bonitinha de charges no corredor do MIS.

Depois o jardim, só pra não esquecer o caminho dos camarins [afinal dia 23 de julho eu faço a via sacra! =D]... E o amado, idolatrado, salve salve Martini-mais-que-perfeito no Café Matisse... Que por sinal ainda estava vazio àquela hora, e tocando o CD Pilgrim, do Eric Clapton – ao-vi-vo!!! Coisa digna, viu... Desconsiderando o plágio de cena de início de filme dramalhão, tava tudo de bom. E ainda ganhei um sonho de valsa, que comi em casa, depois do miojo, enquanto assistia 'Before Sunset', que peguei pela metade na Warner... ^^

Agora, sobre as peças: a de sexta, 2 Números, foi linda! Adorei o bonequinho, a manipulação, a historinha... bem fofo; a primeira de Sábado, Juan Romeo & Julieta Maria, foi hi-lá-ria, nunca imaginei que veria cenas de sexo explícito em teatro de bonecos... Muito, muito engraçado – e bem feito também. Já Filme Noir, no CIC, me deixou a desejar. Bonecos bizarros que não condiziam à história, pelo menos na minha concepção. E história algo confusa... Sei lá, eu esperava mais. Mas claro que minhas considerações não podem ser levadas a sério, sou uma leiga no assunto, e uma leiga empirista pacas, diga-se de passagem.

Do cansaço eu ainda não falei, né? Pois é, tô cansada... Não que isso seja novidade, mas esse inferno astral tá me trazendo conseqüências drásticas... isso desanima a pessoa! Mas enfim... a vida segue, o frio não alivia e os processos não param de chegar. Enquanto isso, fica a propaganda pra amanhã a noite: Morre Aqui, monólogo escrito por Marcello trigo e interpretado por Diego Medeiros. Eu vou às 20:00, mas tem também as 18:30, e dia 25, no meio da tarde, em horários que eu não memorizei, pela inviabilidade da minha agenda.. Sabe como é, meu cérebro independente ignorou essas informações, quem sabe numa tentativa de desenvolver memória seletiva. Sei lá.

Em tempo: apesar de muita coisa aparentemente contra, mais as saudades dolorosamente pesadas, eu to feliz, gente. Até dia 26 chegam uns 7 livros lá em casa, mais da metade pro TCC [que VAI dar certo – confiança é a alma do negócio, né?], e as férias serão curtas pra tudo que pretendo ler e fazer e dormir, mas eu tô feliz, mesmo com o tanto que quero e não consigo escrever, às vezes eu lembro que é só tentar que sai. Às vezes, claro...
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E tome Penélope no media player...

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Errata: essa postagem deveria ter saído ontem, não saiu por problemas no Blogger. Quanto ao Morre Aqui, vi hoje, e foi ótemo! Amanhã eu faço a próxima recomendação teatral da semana, e também comento o caos governamental que ronda a Biblioteca Pública do Estado de Santa Catarina. Deixa só minha enxaqueca passar, deixa...