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domingo, 15 de junho de 2008

Descanso pra quê, afinal?

Depois da semana de cão, vem sábado e domingo, fim de semana pra dormir, certo? Nããããooo pra mim. Sábado, Vinegar Tom na UFSC. Do caralho!! Me arrependi horrores de não ter assistido ainda ano passado... mas enfim, já foi. E uma pena que o PIDA tava fechado, e que eu não tinha horas pra fazer mais nada - a noite foi boa, mas poderia ter sido melhor ainda.

Agora, que coisa digna dormir até meio dia de domingo! tá bom que por isso cheguei um cadinho atrasada no estudo, mas o coral foi tããããoo produtivo hoje que... sei lá! foi bom pra caramba! Fora que a magrinha apareceu lá hoje, e super bem, fiquei tri feliz de vê-la tão bem quanto eu [pra variar, eu e ela 'na mesma'... ^^]. Resumindo: apesar do frio, foi bacana, chegando em casa ainda conversei com meu canalha favorito, de quem aliás eu não deveria sentir a menos saudade, mas enfim. Platão explica.
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Em tempo: hoje me faltou um pedaço vital.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Das Imprevisíveis Compensações da Vida

Meu 12 de Junho foi divertido, ainda que não ao pé da letra;

Mas minha sexta-feia 13 foi razoável pela estabilidade, reconfortante por ver o abismo fechar tão logo tentou se abrir e tremendamente relaxante pela massagem 'profissional', e [bem] mais tarde os vinte minutos de gargalhadas histéricas pra encerrar a noite. Serotonina bombando. Ah, e reiterando: caminhada virou meu esporte favorito.

No fim das contas, o cansaço bateu por uma boa causa e o martini nem fez tanta falta assim.

E vamo que vamo que amanhã tem Vinegar Tom no teatro da UFSC...
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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Um dia, dois dias, três dias...

Esse é o tempo que eu não tenho pra escrever aqui. E mesmo que tivesse, a memória não anda mesmo das melhores, então... Vejamos... O que me aconteceu de relevante nos últimos dias? Domingo, Segunda, Terça, Quarta, Quinta... domingo, cheguei atrasada no estudo, mas até que o coral foi produtivo. Segunda... que é que eu fiz segunda? Ah, sim, uma apresentação porca na aula de antropologia... e acho que mais nada digno de nota... nããão, algo digno de nota sim: conversei um cadinho com a Lani e foi bem diver! ^^

Na terça é que eu fiz 'bonito': aula as dez da manhã e a criança aqui consegue chegar atrasada... e só então descobrir que tinha esquecido o caderno na faculdade... >.<' Fosfato na Nayanaaa!!! Mas tá, nem tudo foi desastroso: a noite comi empadão do angeloni [e um mini bauru de presunto e queijo que eu achei que fosse de carne, mas tá, ruim ruuuiim não tava, e pra quem nunca tinha comido presunto na vida até que foi uma experiência válida], depois fui no shopping, aí encontrei amandita na promoção e um cachecol preto bem lindo, pra fazer parzinho com o vermelho que a mãe me deu em abril mas - temporariamente - não se encontra em meu poder... =P A parte chata foi sentir falta da lareira que não existe na minha casa, mas até o frio teve suas vantagens... ^^

Agora, a merda da semana é: a internet lá em casa resolveu virar autônoma, e ainda por cima tá de birra comigo, a bendita só funciona quando não tô em casa. Mas até que tô curtindo escrever aqui na BU, silêncio monstro... tri bom. Aliás, se eu continuar fazendo essa caminhada entre trabalho-facul [ou vice versa], fim do ano tô em forma, gente... hoje mesmo, caminhando pra cá, já decidi que quando chegar o horário de verão, vou trazer na bolsa a legging, o top, o tênis de corrida e bora caminhar! além de economizar no busão, ainda queimo as sobremesas diárias... digníssimo, vai dizer!

Mas enfim.. enquanto a forma perfeita não vem, fico eu sentido todo o meu peso e despreparo físico... ontem eu cheguei em casa absurdamente cansada, mas muito muito muito mesmo. Tava meio down não sei por quê, cabeça entupida de coisa, Cheguei, comi miojo e capotei na sala mesmo - dormindo no colo da mãe, pra ser mais precisa. Mas foi só acordar hoje que eu lembrei de tuuuudo que tem pra fazer, pra escrever, pra entregar... aaai, que dor no cérebro! Aliás, a cada dia que passa eu percebo com mais clareza a dificuldade do AACR2... coisa desnecessária aquele monte de nota remissiva, pqp!! Mas tá... eu vou terminar ese curso, juro que vou! 'não vou deixar me embrutecer, eu acredito nos meus ideais' e blá blá blá...

Vontade imensurável de me jogar num pufe da BU da Federal e ficar batendo papo com a Deh, ou ir pra São José bater papo com a Carol e a dona Diva e o seu Léo... é muita cobrança, é muita expectativa, gente me exigindo prontamente respostas que eu não tenho me irrita demasiado... e nada de 'você espera respostas que eu não tenho mas não vou brigar por causa disso'.. vou brigar sim, que ando é bem fissurada pra gritar o máximo que puder, se possível até socar alguém que mereça muito levar uns cascudos... mas enquanto não dá pra fazer isso, a gente soca o travesseiro, os processos, esse vento chato que me gela... e por aí vai.

E falando em ir, agora quem vai sou eu, que amanhã ainda é Sexta... Adiós!

sábado, 7 de junho de 2008

Nayana Rasurada

Sim, eu sei que deveria ser em outro blog, mas que se dane. Eu quero nesse, porque de repente essa música não foi uma simples música, foi-me um momento inteiro, e um momento doloroso daqueles de rasgar a página do diário.

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Rasura
Oswaldo Montenegro

Me desculpe o mesmo gesto
Meu constante gesto insano
Que por mais que a mente negue
Teu coração ele marcou
Como a lógica dos fatos
Que eu traí a todo instante
Rasurando nosso branco
Com a mistura que eu sou
Me desculpe o gesto louco
A aspereza da loucura
'Inda queima no meu calmo
Doido e calmo coração
Mas por que, se a gente é tanto
Nosso amor sofreu rasura?
Nosso inconfundível gesto
eu desfiz na minha mão
Me desculpe, ou melhor, não
Me abraça e comemora
Que a rasura que foi feita
Foi perfeita na sua hora
E mais que o mais perfeito
Rasurar valeu a pena
Como esteve rasurado
O primeiro original
Do mais lindo poema

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Desnecessárias quaisquer outras palavras; Bandeira fica pra outro dia, que agora eu não tô legal.

Hoje, com o peso de todo o tempo ido

Hoje tive vontade de escrever solto, sobre qualquer coisa que me desse vontade, sem florear nada, ou só o mínimo necessário. Que eu tô de saco cheio de adiar as coisas, as vontades.

Pois bem, antes de tudo, um pedido encarecido: nunca, jamais, me acordem aos berros como fizeram hoje. Eu realmente não me importo de ter meu soninho interrompido, pode me acordar as 3 da manhã, de boa, só não faz isso gritando, por favor!!! E outra observação sobre sono é que eu descobri que acordo com os ouvidos super sensíveis... ou a casa estava mesmo mais barulhenta que de costume, não sei, mas que todo e qualquer ruído me irritou na primeira meia hora acordada, é fato.

Depois disso, almoço. A RBS tá exibindo uma série sobre Santa Catarina, todo sábado antes do Jornal do Almoço, e hoje era sobre a enchente de 83 em Blumenau [aquela fodona, que até aparece no livro 'O guarda roupa alemão', da Lausimar Laus]. Nada demais até então, mas nos depoimentos eu vi uma senhora que me fascinou. Pra quem viu, foi aquela que disse que também acompanhou a 2ª G.M., e comparou o estado da cidade inundada com a cidade bombardeada em que ela sobreviveu. Ela não falou absolutamente nada extraordinário, mas o jeito que ela falava, a lucidez, a polidez dela foram hipnotizantes, eu não desgrudei os olhos da TV até ela parar de falar, e enquanto isso meu garfo ali, parado no ar, até de mastigar eu esqueci enquanto prestava atenção nela. Não, não é nada demais, não tem o menor sentido esse comentário, mas pra mim foi marcante, dadas as devidas proporções da palavra.

Eu deveria ir no FAM hoje. Eu QUERIA MUITO ir no FAM hoje. Ma agora já tá tarde demais pro que eu queria ver, e outra que talvez nem prestasse mesmo eu aparecer no CIC... por mais que eu goste de lá, não sei se seria uma boa idéia, dado o estado chateado que me encontro em relação a pessoas relacionadas ao local... Então fico eu aqui com mais um sábado gelado e sozinha perdendo neurônios e tempo útil de vida em frente ao computador. Com sorte, consigo me desprender dele e me enfiar embaixo das cobertas, soterrada de livros pra escrever pré-projeto e coisas outras. O raio do roteiro tá fervilhando - mas só na minha cabeça, passar pro papel [ou teclado, que seja] que é bom, não sai.

Meu celular tem R$ 0,19 de crédito, nem pentelhar pessoas por telefone eu consigo. Não que as pessoas não tenham nada melhor pra fazer, mas até que eu tentaria, não estivesse todo mundo ocupado. Mas é Junho, minha gente! Festas Juninas pipocando por aí - e eu em casa, engordando com brigadeiro. Mas daqui a pouco tem pinhão, aí quem sabe dá pra fingir um pouqinho.

Sabe o que deu vontade AGORA? De me enfurnar na BU da Federal. Mas nem a pau que eu saio de casa num sábado de inverno pra isso - se pelo menos abrisse a tarde... mas de manhã, não mesmo. Então quando chegar o verão [e o recesso de fim de ano da Justiça], se eu não estiver em Buenos Aires nem em BH nem em Pato Branco, eu juro que tento levantar cedinho e, em vez de ir pra praia, vou lá afundar naqueles pufes divinos, eu e alguns dos meu bebês. Por em dia o que me espera na estante, mais o que aparecer até lá... Mas claro que, se alguma alma caridosa quiser me presentear com pufes no mês que vem [e dia das crianças também serve, tá?], eu ficaria deveras contente em ler no conforto do quintal de casa, pegando um solzinho de início da manhã e/ou fim de tarde... digno, digno isso.

Meus três primeiros Arquivos X, não sei onde foram parar; O Dostoiévski também tá perdido pela casa... Minha estante tá uma zona, tenho que começar logo a catalogação daquilo antes que aumente a coleção e eu me deixe amedrontar pela quantidade... Eu preciso é urgentemente ganhar na mega, comprar logo "o TCC" todo pra daí sim eu descansar em paz.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Hoje eu li que...

"O macho brasileiro tem pavor de ser possuído por uma mulher. Não há entrega; basta-lhe o 'encaixe'." [JABOR, Arnaldo. Amor é prosa sexo é poesia: crônicas afetivas. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004. p. 21]
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Pois então. Depois dessa, acho que é o espírito dele que me ronda às vezes, me senti quase amiga íntima do cara - ou ele um amigo íntimo meu, não sei direito. Só sei que 'tô adorando o livro, tava mesmo precisando espairecer um pouco. Tá bom que eu tô mesmo jogando algumas coisas pro alto, mas enfim...

Nem sei, viu. Vou me embrulhar nas cobertas, sufocar as saudades e tentar não pensar demais, que isso nem presta.

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Em tempo: tem gente que diz que eu sou louca, outras me aparecem com pedras na mão sem nunca terem me visto na frente; por enquanto a coisa até que tá administrável, mas não me responsabilizo se eu perder as estribeiras e acabar respingando merda em quem 'não tem nada a ver com isso'. E isso não é um pedido de desculpas antecipado, é simplesmente um aviso de que algo muito chato pode acontecer a qualquer momento, e até contra minha vontade, porque eu não ando com energia sobrando pra desperdiçar com picuinha desnecessária. MESMO.